O PRIVILEGIO DOS DESPROVIDOS
Quem nunca se sentiu injustiçado?
Quem já teve seus limites testados?
Porque temos que travar diversas lutas com os
outros, e muitas das vezes com nós mesmos?
Vivemos num meio onde ser significa ter, e cada um
se peregrina como pode, onde nem todo o poder gera satisfação.
Virginia Sater dizia que “A vida não é como deveria
ser, é do jeito que é. O modo como você lida com ela é que faz a diferença”.
Você, assim como eu, já se questionou por que
alguns são tão privilegiados e outros são tão desprovidos?
Que equilíbrio natural tão desequilibrado é este?
Que condição é esta onde a maioria vive sob a
mínima condição?
Um mundo repleto de escolhas e oportunidades. O que
para mim não parece justo, são as pouquíssimas oportunidades que elas tem, e
quando tem, poucos estão prontos para acreditar e saber o que fazer com elas.
Quanto as escolhas, quantas já se foram, quantas
perdidas, alheias aos nossos olhos fechados por nossa própria falta de fé em
nós mesmos.
Quando vamos parar de tentar devolver ao copo o
leite derramado?
Por que as vezes é tão difícil aprender uma lição?
Quantas vezes elas tem que repetir para nos mostrar que não era esse o caminho,
não era essa a resposta, não era essa a reação de demos ao que nos acontece?
Aprender e esquecer, aprender e enriquecer,
aprender e prevalecer com a lição, eis o que a vida nos reserva, entre as
surpresas e certezas.
Devemos saber que já somos privilegiados por estarmos
vivos, e que somos desprovidos das correntes que nos prendem, das lamentações,
desculpas, sentimento de inferioridade, da solidão, do medo da derrota.
Para podermos correr, é necessário sabermos ficar
de pé.
Fernando RibeiroO privilégi
Nenhum comentário:
Postar um comentário